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domingo, 30 de outubro de 2016

"Precisamos de pontes, não de muros!" - disse hoje o papa Francisco


A humanidade de hoje precisa de "pontes, não de muros", exatamente como os povos do Séc. XX não precisavam da divisão simbolizada pelo Muro de Berlim. No dia que recorda a queda, 25 anos atrás, do muro da vergonha, o Papa Francisco lançou no Angelus na Praça São Pedro, um apelo a fim de que caiam, disse, "todos os muros que ainda dividem o mundo".

Foi um auspício de paz e de fraternidade repetido também durante a alocução que precedeu a oração mariana, inspirado na festa da Dedicação da Basílica de São João de Latrão – sede da Diocese de Roma.

"25 anos atrás, 9 de novembro de 1989, caia o Muro de Berlim." O Santo Padre ofereceu a sua leitura do que se deu com a queda do que definiu "símbolo da divisão ideológica da Europa e do mundo inteiro":

"A queda deu-se inesperadamente, mas foi possível devido ao longo e cansativo empenho de tantas pessoas que lutaram, rezaram e sofreram por isso, até o sacrifício da vida. Entre esses, o santo Papa João Paulo II teve um papel de protagonista."

A história é mestra de vida e o Papa Francisco aproveitou a ocasião desta celebração para pedir o abatimento de todos os outros muros que ainda hoje dividem os povos com o cimento de outras formas de discriminação:

"Rezemos a fim de que, com a ajuda do Senhor e a colaboração de todos os homens de boa vontade, se difunda sempre mais uma cultura do encontro, capaz de derrubar todos os muros que ainda dividem o mundo, e não mais aconteça que pessoas inocentes sejam perseguidas e até mesmo mortas por causa de seu credo e de sua religião. Onde há um muro, há fechamento de coração! Precisamos de pontes, não de muros!"


Fonte: Rádio Vaticano 

domingo, 28 de agosto de 2016

Setembro - Mês da Bíblia

Com o tema “Para que n´Ele nossos povos tenham vida” e o lema “Praticar a justiça, amar a misericórdia e caminhar com Deus”, o Mês da Bíblia, setembro de 2016, traz como proposta de estudo o livro do profeta Miqueias.
Buscando auxiliar às comunidades, paróquias e dioceses, a Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB apresenta dois subsídios para esta celebração.
O Texto-Base aborda, de forma explicativa, o tema e lema. Está organizado em seis capítulos. Já o roteiro de “Encontro Bíblicos” oferece cinco celebrações para a vivência em grupo, além de sugestões de cantos litúrgicos.
Vivência da Palavra
O Mês da Bíblia é celebrado, no Brasil, em setembro. Para o arcebispo de Curitiba (PR) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB, dom José Antônio Peruzzo, o Mês da Bíblia na Igreja no Brasil tornou-se espaço de vivência e experiência de fé nas paróquias.
“Graças ao bom Deus, a cada ano vemos crescer nas comunidades de fé o gosto e o sadio anseio por conhecer a Palavra de Deus. Não é apenas curiosidade; não apenas desejo de melhor saber e mais conhecer temas sobre religião. Muito mais, há no coração de nossa gente um secreto desejo de sentido e de esperança. Há uma busca sincera e singela de experiências de fé. Nosso povo quer sentir a proximidade de Deus”, diz.
Dom Peruzzo recorda, ainda, a importância da vivência da Palavra de Deus na vida em comunidade e na família.
“Nosso país precisa de novas experiências de profetismo. O mesmo vale para a nossa Igreja e para as nossas comunidades. Enquanto houver profetas, aqueles que pronunciam a Palavra ouvida de seu Senhor, Deus ainda não terá sido silenciado em meio aos seus. Valorizar a palavra profética, ouvindo-a com humildade e respondendo com fidelidade, é como desejar que a voz de Deus seja sempre a primeira a ressoar e a última a ecoar”, pontua dom Peruzzo.
Subsídio para encontros sobre o tema.

Miqueias é o livro indicado para o Mês da Bíblia de 2016. O tema "Para que nele nossos povos tenham vida" e o lema "Praticar a justiça, amar a misericórdia e caminhar com Deus" (cf. Mq 6,8), foram escolhidos pela Comissão Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), com a colaboração do Serviço de Animação Bíblica (SAB/Paulinas), juntamente com outras instituições bíblicas.
Este subsídio é composto por quatro encontros, os quais são precedidos por um texto de aprofundamento, e uma celebração final. Tem como objetivo proporcionar aos grupos de reflexão e círculos bíblicos um encontro pessoal e comunitário com a Palavra, a partir do livro do profeta Miqueias.
O primeiro encontro reflete sobre a identidade do profeta, que é revelada a partir das respostas às perguntas: Quem profetiza? A quem se dirige? Qual mensagem anuncia? O texto que auxiliará o estudo é Mq 1,2-7.
No segundo encontro, no texto de Mq 3,1-12, Miqueias é apresentado como o profeta da justiça, que denuncia a opressão, confrontando-se com os falsos profetas e as autoridades políticas e religiosas da sua época.
O texto de Mq 7,8-9.18-20 permeia o terceiro encontro, apresentando como Miqueias lança um olhar de esperança, vivenciando a misericórdia em um contexto de injustiças e infidelidades.
O quarto encontro reflete sobre a perspectiva messiânica a partir de Mq 5,1-3. Texto importante para a tradição cristã, que relê essa profecia, aplicando-a a Jesus de Nazaré.
No final, há uma celebração de encerramento, fazendo memória do caminho percorrido nos quatro primeiros encontros.

Fonte: Paulinas




segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Card. Braz de Aviz: Institutos seculares, beleza e modernidade



Assembleia Geral da Conferência Mundial de Institutos Seculares (Cmis)

Com uma missa presidida pelo Cardeal João Braz de Aviz, Prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, começam nesta segunda-feira (22/08) os trabalhos da Assembleia Geral da Conferência Mundial de Institutos Seculares (Cmis).

O encontro que reúne 140 participantes de 25 países termina na quinta-feira, 25 de agosto.

Formação e identidade na pauta da Assembleia

Os temas principais são a formação dos membros de Institutos seculares e a identidade da consagração dos próprios Institutos, e portanto, estão presentes no Centro Salesianum de Roma responsáveis gerais de Institutos seculares membros da Conferência e presidentes das Conferências nacionais e continentais de Institutos seculares.

O Cardeal concedeu entrevista ao Programa Brasileiro. Ele começa explicando o que são e qual o papel destes Institutos em na vida da Igreja e na nossa realidade.

Institutos seculares, modernidade e beleza

“Esta forma de vida consagrada é uma novidade moderna. Ela vem de Pio XII, de 1947 (tem a mesma idade que eu, 69 anos). Ela já estava começando a existir um século antes, e foi amadurecendo na Igreja. Ao invés de ser uma forma de consagração dentro de um instituto religioso, formando vida comunitária, vivendo fraternalmente numa mesma casa, esta é uma congregação normalmente individual e tipicamente no meio do mundo, no século – e por isto são chamados ‘seculares’. Não têm a exigência de uma vida comunitária, mas a consagração com as promessas, ou os votos de castidade, pobreza e obediência são feitos, e devem ser cumpridos na própria profissão, na própria família, aonde estiverem. É uma forma muito moderna e muito bonita”.

A intenção de Dom João Braz de Aviz também é agradecer os Institutos seculares pelo diálogo que têm desempenhado junto com a sua Congregação.

Diálogo contínuo e fecundo

“Vou me alegrar muito com eles, porque nós estamos fazendo um percurso muito bonito com a Conferência. Desde 2012 temos percorrido um caminho juntos. Temos um diálogo já institucionalizado, uma ou duas vezes por ano e tem sido muito útil. Temos visto que não há contraposições, o que há é a necessidade de conhecimento da própria vocação. A própria Conferência nos ajudou a pensar muito mais agora esta característica, da secularidade, ou seja, viver no mundo, no meio do mundo e quero agradecê-los por isto. E também hoje, sendo Nossa Senhora Rainha, gostaria de entrar hoje (na homilia, ndr) na figura de Maria, a consagrada por excelência".

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

MENSAGEM DO DIA NACIONAL DA VIDA CONSAGRADA



Ir. Maria Inês Vieira Ribeiro, presidente da CRB
No próximo dia 21 de agosto, domingo, a Igreja celebra o Dia Nacional do Religioso. Para esta ocasião, a presidência da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), Irmã Maria Inês V. Ribeiro, mad, enviou a mensagem que segue.

Queridas Consagradas, queridos Consagrados!
Ninguém pode ficar excluído da alegria do Evangelho. Por isso, Jesus, como no relato de Marcos, continua caminhando ao longo do mar da Galileia, passando pelas bancas de cobradores de impostos e subindo ao monte, para chamar os que ele quer, para estarem com ele, e enviá-los em missão. Cada discípulo(a) missionário(a) é chamado(a) por seu nome, com sua história, seus relacionamentos e compromissos, para que a alegria do Evangelho renasça sem cessar e configure um novo horizonte de esperança.

Toda vocação supõe um caminho ou itinerário de saída de si para centrar a própria existência em Cristo e no Evangelho. Optar por um serviço concreto ao próximo significa olhar nos olhos, estender a mão e avançar com pés de peregrino(a) em direção às periferias existenciais e às novas fronteiras onde a vida mais clama.
Deus conduz todas as coisas com suavidade e sabedoria, e nos faz mesmo trilhar caminhos insuspeitados, porque “já desponta a coisa nova que se propôs a fazer” (Cf. Is 43, 19). Ele conta conosco para manifestar a alegria do Evangelho e tecer relações de misericórdia, através de palavras, atitudes e gestos humanizadores, priorizando os empobrecidos e vulneráveis, as juventudes e a ecologia integral. Somos chamados(as) a ser um sinal de esperança, pois a vocação brota do coração de Deus, germina na terra boa do povo fiel e na experiência do amor fraterno.
“Uma grande tarefa-missão da VRC consiste, outrossim, em trabalhar seu processo de transformação, considerando as grandes transformações que vêm ocorrendo no mundo contemporâneo. Sem esse exercício de adequação responsável e profundo, no que tange às mudanças na sociedade, os/as religiosos(as) estarão, possivelmente, caminhando para uma situação de “esquizofrenia existencial”, desenvolvendo uma mumificação institucional ou uma miopia, frente às novas exigências da vida”.
A Vida Religiosa Consagrada acredita, profundamente, no chamado do Senhor. Com fé e esperança, ela convida todos(as) a assumirem as palavras-chave: “falar, orar e convidar”, porque a “messe é grande e os/as operários(as) são poucos(as)”(Lc 10, 2).
Prossigamos confiantes! Deus é o Senhor da História e caminha conosco!
Parabéns, Consagrados! Parabéns, Consagradas! Por seu SIM renovado!
Presidente e Diretoria da CRB Nacional

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Diretoria da CRB Nacional (2016-2019) e seus encargos



Da esquerda para a direita: Irmão Joaquim Sperandio, fms (Tesoureiro), Irmã Maria Inês Vieira Ribeiro, mad (Presidente), Irmã Paula Francinette da Silva, Irmãs de Nossa Senhora da Glória (2ª vice-presidente), Irmã Maria Petronila de Souza Soares, Missionária da Imaculada Conceição (secretária), Irmã Cacilda Mendes Peixoto, Irmãs Sacramentinas de Nossa Senhora (Conselheira), Irmão Edgar Genuíno Nicodem, Instituto dos Irmãos das Escolas Cristãs (1º Vice-presidente), Frei Cláudio Sérgio de Abreu, Ordem dos Frades Menores Capuchinhos (Conselheiro).

Boas vindas!

Você é o visitante!