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segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Faleceu o superior geral dos padres paulinos

Faleceu ontem, dia 14 de setembro, em Roma, o superior geral  dos padres paulinos, Pe. Sílvio Sassi, conforme informação do vigário geral da Sociedade de São Paulo, Pe.  Celso Godilano.

Pe. Silvio faleceu aos  65 anos, 54 de vida paulina, 37 de sacerdócio. Foi superior geral de 2004 a 2014.
Faleceu, na Casa geral em Roma, em consequencia de parada cardiocirculatório.

Na véspera, dia 13, passou o dia de modo habitual no seu escritório, em oração e em momentos de fraternidade com os irmãos da comunidade. Nada permitia pressentir a sua morte no dia seguinte. 

Em 2010 foi reeleito superior general da Congregação. 

Foi o sexto sucessor do bem-aventurado Tiago Alberione, à frente da vida e da obra apostólica da Congregação  no mundo,  e  queria celebrar o Centenário da Família Paulina, desta forma: «os cem anos do carisma paulino sejam motivo de louvar a Deus e de  a  renovada fidelidade espiritual e apostólica»

Em recente entrevista  a  Pe. Antonio Maroño, ssp, com o título "Pe. Silvio Sassi: "A familia Paulina é são Paulo vivo hoje", o superior geral disse:

"Contemplando o estado atual da Sociedade de São Paulo, pela sua função de animação (altrice) que lhe confiou o Fundador, ampliando o olhar a toda a Família Paulina no mundo, o primeiro pensamento é  de ação de graças à Providência, que nestes cem anos suscitou homens e mulheres que deram suas vidas para viver em plenitude o carisma paulino nos cinco continentes. 
Temos que louvar o Senhor porque entre os que nos precederam temos bem-aventurados, veneráveis, e tantos irmãos e irmãs de vida exemplar no paraíso!
Deixando à misericórdia de Deus as fraquezas humanas, que também estão presentes na Família Paulina, vale a pena sublinhar com força que nossa Família permite que o carisma se pode viver em todos os estados da vida eclesial: sacerdote religioso, leigo religioso, irmãs, sacerdote diocesano, leigos comprometidos a viver sua consagração secular, leigos cooperadores e simpatizantes."

Toda entrevista em http://www.sanpablo.es/articulos/42/p-silvio-sassi-la-familia-paulina-es-san-pablo-vivo-hoy

BIOGRAFIA - PADRE SÍLVIO FAUSTO SASSI

65 anos de idade, 54 de vida paulina, 37 de sacerdócio
Superior Geral de 2004 a 2014
Faleceu por parada cardiocirculatória, na Casa generalícia de Roma. Na véspera, havia transcorrido como de costume, dedicando horas de trabalho no escritório, oração, momentos de fraternidade com os coirmãos da comunidade: nada fazia entrever o epílogo.
Nascido em “Vezzano sul Cróstolo” (Régio Emília, Itália) de 10 de julho de 1949, Sílvio ingressou no vocacionário paulino de Módena a 4 de setembro de 1960, na idade de onze anos. Concluídos os estudos médios e ginasiais, em 1965 entrou no noviciado em Óstia Lido (Roma) e aí emitiu a profissão religiosa a 20 de agosto de 1967.
Seguiu os estudos clássicos e de filosofia em Alba e os estudos teológicos em Roma, onde emitiu os votos perpétuos a 7 de setembro de 1975; a ordenação sacerdotal teve lugar a 29 de junho de 1977, pelas mãos de Dom Fausto Vallainc, na Cripta do Santuário Rainha dos Apóstolos.
Ainda em 1977 conseguiu a mestrado em Teologia na Faculdade Pontíficia São Boaventura (Seraphicum) em Roma e partiu para Paris, onde frequentou a Universidade da Sorbona (Paris III) para a especialização em Ciências da Comunicação (1977-1981) e completou os estudos na École des Hautes Études en Sciences Sociales como pesquisador em semiologia (1982); a tese de doutorado versou sobre a semiologia da publicidade.
De volta para a Itália, aplicou sua preparação específica como docente e Diretor do Estudo Paulino Internacional da Comunicação Social (Spics), lecionando semiologia, linguística e publicidade (1983-1998). Por alguns anos foi professor de Ética e Comunicação no Instituto Superior de Teologia Moral-Academia Alfonsiana de Roma.
Sua atividade de magistério correu paralela com encargos institucionais: por dois mandatos consecutivos foi Conselheiro da Província paulina da Itália (1986-1994) e, de 1999 a 2004, teve o encargo de Diretor geral das atividades apostólicas. Numerosos foram seus cursos de atualização e conferências a Paulinos e Paulinas, na Itália e no Exterior, sobre o Fundador e seu carisma, o apostolado paulino, a Igreja e a comunicação, a cultura da comunicação na sociedade hodierna.

Tudo lhe permitiu bom conhecimento da fisionomia da Congregação e da Família Paulina: experiência muito útil para o encargo que o VIII Capítulo Geral lhe confiou a 10 de maio de 2004, elegendo-o Superior geral da Congregação, encargo confirmado pelo IX Capítulo Geral a 8 de maio de 2010. De 2006 a 2011 foi Consultor do Pontifício Conselho das Comunicações Sociais, nomeado pelo Papa Bento XVI (20/10/2006).
A especial atenção ao carisma paulino, a ser estudado, meditado, atualizado e vivido com autenticidade foi sua constante preocupação. Pontos emergentes para realizar este objetivo foram as cartas anuais, escritas por mandato capitular, sobre as Cartas de São Paulo e os escritos do Padre Alberione. Foram também realizados dois seminários internacionais. O primeiro, sobre o carisma paulino, que teve por tema Atualização do carisma paulino no terceiro milênio: espiritualidade e missão (2008). O segundo foi o Seminário internacional sobre São Paulo (2009), durante o ano paulino promovido pela Igreja. O Centenário de fundação da Sociedade de São Paulo e da Família Paulina, que está sendo celebrado, marcou o ponto de convergência de suas reflexões, desejos, esforços e oração. Havia preparado a carta anual: “Evangelizar na comunicação com a comunicação”, tema por ele muito apreciado, que seria publicada no dia 26 de novembro próximo, festa do Bem-aventurado Tiago Alberione. Havia também preparado o relatório conclusivo do próximo Congresso de estudo sobre Padre Alberione “Fundador” (23-25 de novembro). Alegrava-se ao pensar na conclusão das celebrações do Centenário com a audiência do Santo Padre e a Concelebração eucarística presidida pelo Cardeal Secretário de Estado.
Padre Sílvio concluiria o mandato em maio de 2016. Nos seus desígnios misteriosos, Deus conduziu de outra maneira os acontecimentos. Neste momento de sentida surpresa, quando valem as razões da fé, sirvam-nos de consolação e esperança as palavras do nosso Pai São Paulo: “Se vivemos, é para o Senhor que vivemos; se morremos, é para o Senhor que morremos. E assim, quer vivamos, quer morramos, pertencemos ao Senhor” (Rm 14,8).
Confortados por esta esperança, elevamos a nossa gratidão ao Pai pelo dom feito à nossa Congregação com a vida e a obra do nosso caro Padre Sílvio, ao qual muito devemos e que acompanhamos fraternamente com a oração.
Roma, 15 de setembro de 2014 Padre Giuliano Saredi
A missa de exéquias será celebrada quinta-feira, 18 de setembro, às 11.00h, na Cripta do Santuário Rainha dos Apóstolos. O corpo será transladado para Albano Laziale onde será sepultado na Capela da Família Paulina no cemitério daquela cidade.

Os superiores de Circunscrição informem as comunidades para os sufrágios prescritos (Const. 65 e 65.1).

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Faleceu dom Antonio Maria Mucciolo

Dom Antonio Maria Mucciolo faleceu, aos 89 anos, na tarde do dia 29 de setembro de 2012.

Filho de Francesco Mucciolo e Angelina Passaro Mucciolo,  Dom Mucciolo nasceu em 1923, na cidade Castel San Lorenzo, na Itália. Veio para o Brasil ainda criança e  ingressou no Seminário Arquidiocese de Botucatu no dia 2 de fevereiro de 1937.

Foi ordenado sacerdote em 4 de novembro de 1949, por Dom José Carlos de Aguirre, primeiro bispo de Sorocaba.

No dia 1 de junho de 1977 foi nomeado bispo da Diocese de Barretos pelo Papa Paulo VI, foi ordenado bispo no dia 15 de agosto de 1977 na Catedral de Sorocaba, pelo Núncio Apostólico no Brasil, Dom Carmine Rocco.

Tomou posse como Bispo diocesano de Barretos em 3 de setembro de 1977.

Em 28 de junho de 1989 foi nomeado Arcebispo de Botucatu e tomou posse a 9 de setembro, do mesmo ano. Naquela Arquidiocese criou inúmeras paróquias e ordenou diversos sacerdotes, construiu a Casa Cura D'Ars para abrigar sacerdotes idosos e doentes, além de incontáveis obras pastorais.

O Papa João Paulo II aceitou o seu pedido de renuncia ao governo da Arquidiocese de Botucatu no dia 7 de junho de 2000.

Dom Muccilo era conhecido comunicador, foi o fundador da Rede Vida de Televisão juntamente com João Monteiro de Barros Filho. Exercia o cargo de Presidente da Rede Vida, desde a sua fundação e mantinha um programa de entrevistas chamado "Frente a Frente com Dom Antônio", além de inúmeras participações especial.

Faleceu na tarde do dia 29 de setembro de 2012, vítima de falência múltipla dos órgãos. O religioso foi internado após problemas cardíacos e uma forte crise renal, que também o atingiu, posteriormente foi levado à UTI do Hospital Sírio-Libanês.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Faleceu dom Ricardo Weberberger

Faleceu hoje, 17, às 3h da manhã, no Hospital Central da cidade austríaca de Lins, o bispo da diocese de Barreiras (BA), dom Ricardo Josef Weberberger, de 71 anos. Dom Ricardo, em maio deste ano, durante a Assembleia da CNBB e o Congresso Eucarístico (ambos em Brasília), sentiu dores de cabeça e graves distúrbios visuais. Na volta à diocese, o bispo procurou um neurologista, que detectou um tumor no cérebro.
Dom Ricardo aceitou o convite de seus confrades austríacos e de sua família, decidindo então pelo tratamento na Áustria. No dia 9 de junho, dom Ricardo foi operado retirando completamente o tumor do cérebro. Devido às várias sessões de quimioterapia e radioterapia, o sistema imunológico de dom Ricardo ficou muito fragilizado. No último domingo, 15, o seu quadro de saúde piorou devido a uma infecção, culminando, hoje, em seu falecimento.
A data e o horário, tanto do velório quanto do sepultamento, ainda não foram definidos pela família do bispo. Uma comissão de seis religiosos, da diocese de Barreiras, segue hoje para a Áustria para acompanhar o velório do bispo diocesano.
Dom Ricardo Josef Weberberger foi o primeiro bispo da diocese de Barreiras (BA). Nasceu 1939, na cidade de Leonfelden (AUS). Chegou à diocese de Barreiras 1974 e sua Ordenação Episcopal aconteceu em julho 1979.
Na última Assembleia da CNBB, dom Ricardo exerceu um importante trabalho, atuando como membro da Comissão Episcopal que discutiu o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH3).
Seu lema era: “Redentor do Homem – Jesus Cristo”.

Fonte: CNBB

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Frei Wilson Sperandio voltou para a casa do Pai


"O futuro que é agora e o agora que é futuro. O amanhã que é hoje e o hoje que é amanhã. Olhar para frente. Olhar para o alto. Olhar além das aparências. Além do mundo material. Olhar além da morte, além da finitude das coisas. É o olhar da vida e do amor sem limites."
(De uma crônica de Frei Wilson Sperandio)

Faleceu às 17h de sábado, 3, na Hospital Saúde de Caxias do Sul, o frei capuchinho Wilson Sperandio, vítima de melanoma.

Biografia
Frei Wilson nasceu no dia 10 de julho de 1938, em Gaurama. Era filho de Francisco Sperandio, natural da Itália, e de Santina Orso Sperandio. Ingressou no Seminário em 1953, tendo estudado em Vila Flores, Veranópolis, Ipê e Marau. Vestiu o hábito capuchinho em 1958, quando iniciou o ano de noviciado, em Garibaldi. Fez a profissão na Ordem em janeiro de 1959. Licenciou-se em Filosofia em Ijuí e estudou Teologia em Porto Alegre. Foi ordenado sacerdote em Porto Alegre, em dezembro de 1967, na igreja Santo Antônio, no Partenon.
Como padre capuchinho trabalhou em Soledade no ano de 1969. De 1971 a 1983, trabalhou na Paróquia Imaculada Conceição, em Caxias do Sul. Como músico, iintroduziu a missa Maranatha, missa festiva na celebração da padroeira. De 1984 a 2005, por 21 anos, viveu na fraternidade São Boaventura de Marau, onde ocupou vários cargos de coordenação fraterna e foi pároco da Paróquia Cristo Rei. Desde 2006 era o pároco da Paróquia São Luiz Gonzaga, em Veranópolis. Frei Wilson era irmão do capuchinho frei Efraim Sperandio, falecido em 1985 e sepultado em Vila Flores.

Em 1970 estudou pastoral e catequese no Instituto Nacional de Pastoral (CNBB), no Rio de Janeiro; em 1980 fez um curso de Pastoral Fundamental e Social, no Instituto Teológico Pastoral do CELAM, em Medellin, na Colômbia. Também fez cursos na área de parapsicologia pastoral e de liturgia de rádio e televisão.

No primeiro semestre de 2009 fez duas cirurgias para retirada de pólipos e nódulos na área abdominal e axilar, sendo que na segunda houve a identificação de melanoma. Seguiu-se uma longa série de quimioterapias para conter o câncer; com postura otimista, reagiu bem em alguns momentos, mas debilitou-se fortemente em outros. Após idas e vindas entre Veranópolis e Caxias, no início de junho de 2010 decidiu retornar à Casa de Saúde São Frei Pio, em Caxias do Sul, onde permaneceu até a última hospitalização.
Em 1998 a Câmara Municipal de Vereadores de concedeu-lhe o título de Cidadão Marauense. Na ocasião foi saudado pelas lições de sensibilidade espiritual que impulsionaram culturalmente o município, conquistando um lugar privilegiado na história marauense.
Frei Wilson foi velado na igreja São Luiz Gonzaga de Veranópolis e sepultado no jazigo dos freis capuchinhos naquela cidade.

Pensamentos e estilo de vida
“Importante é fazer a última coisa como se fosse a última mesmo. Assim eu penso. Se tiver que morrer, era isso que fiz até agora que devia fazer. O tempo conta muito pouco. Em todos os casos, gostaria de viver mais anos. Quem não gosta!”, escrevia de Medellin, na Colômbia, em 1980, após passar dez dias de absoluta solidão na montanha, a mais de 2.400 metros de altitude. E acrescentava: “Uma coisa é certa: a solidão é criativa; obrigatoriamente tem que pensar. E lá pensei coisas. Pensei o que Deus quer de mim, pensei o que eu quero, pensei o que os outros querem...”.

Muito atento aos temas voltados à saúde, alimentação e exercícios, Frei Wilson João tinha uma vida metódica, alimentava-se de uma forma bastante natural, fazia caminhadas e buscava sempre um equilíbrio nas dimensões do físico, do emocional e do espiritual. “O que estraga a vida devemos desprezar... A saúde é um estilo de vida. Temos que nos libertar da pressão social. Novo jeito de viver implica selecionar só o que ajuda”, dizia e escreveu.

Pastoral e vida sempre estiveram integrados na vida de Frei Wilson João: gravou vários discos (LPs e CDs), sendo compositor, regente, solista, guitarrista e dono de uma voz privilegiada; constam-se às dúzias suas criações (letras e músicas) para o canto pastoral e litúrgico; escreveu cerca de 30 livros, alguns editados também em espanhol; colaborador de várias publicações de caráter pastoral e colunista em vários jornais, com destaque para o Correio Riograndense.

Dia 12 de junho passado (2010) Frei Wilson João completou 39 anos de presença semanal no Correio Riograndense, assinando a coluna “Novo Jeito de Viver”. “As pessoas precisam parar um pouco, fazer uma revisão”, disse em 2004, quando completava 33 anos de coluna, assinalando para a possível contribuição de suas reflexões à “sociedade estraçalhada” em que vivemos.

Publicados, seus textos “despertam consciências, instigam, contribuem para a formação humana, indicam caminhos, abrem horizontes...”, dizia o jornal numa reportagem de página inteira sobre o autor da coluna que ninguém queria perder nas edições semanais do jornal. Muitos dos seus cerca de 30 livros publicados reúnem textos produzidos para o Correio Riograndense. O jornal era um ângulo de sua história pessoal, do qual se orgulhava. E escreveu: “Se o futuro me aturar, poderei escrever mais, dentro daquilo que ainda sonho realizar”.

Vários de seus discos e livros tinham o enfoque explicitamente franciscano, como “São Francisco que está em você”, de 1978, e “Seguir Jesus do jeito de Francisco”, hoje conteúdo do serviço de animação vocacional dos capuchinhos; O mesmo se diz de sua participação como solista, compositor e regente em “Assim cantam os Capuchinhos” e “Meus Deus e Meu Tudo”, lançamentos históricos dos anos 1960.

Em suas recentes colunas no Correio Riograndense, de forma frequente, passou a sintetizar suas convicções. Em “Motivos para crer” (05.05.2010) disse:

“Creio na vida. A vida é mais forte que a morte... a fé na vida se torna a força da caminhada. Creio que a morte não é o fim da vida, nem o fim de tudo, mas que a vida deste universo continua, e continua em mim numa transformação total... Creio em mim. Dentro de mim há possibilidade de vida total... Creio, acima de tudo, em Deus. Num Deus que é criador, pai, amigo, proteção”.

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