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sexta-feira, 2 de maio de 2014

52ª Assembleia Geral da CNBB

O arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da CNBB, cardeal Raymundo Damasceno Assis, presidiu dia 30, a sessão de abertura da 52ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, que prosseguirá até 9 de maio, no Centro de Eventos Padre Vitor Coelho, em Aparecida (SP). Na ocasião, dom Damasceno agradeceu a presença dos participantes e pediu orações pelo evento.

Compuseram a mesa o arcebispo de São Luís (MA) e vice-presidente da CNBB, dom José Belisário; e o bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner. Foram convidados para o momento de abertura o núncio apostólico no Brasil, dom Giovanni D’Aniello; o reitor do Santuário Nacional de Aparecida, padre Domingos Sávio; e o prefeito de Aparecida, Antônio Márcio Siqueira.

Em seu discurso, o núncio apostólico saudou os participantes e manifestou apreço aos assessores, colaboradores, comunicadores pelo trabalho que fazem junto aos bispos durante a Assembleia. “Eles ajudam a criar um clima de fraternidade e comunhão”. Dom Danielo pediu, ainda, para que a Assembleia se realize à luz da Evangellium GAudium, na alegria do Evangelho.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, o reitor do Santuário Nacional, padre Domingos Sávio, disse colocar a basílica à disposição dos bispos . “Que Nossa Senhora sirva-lhes de inspiração na busca de luzes, de maior encorajamento nas suas dioceses. Contem com nossas orações. Que Maria e são José de Anchieta os abençoe e guie”, disse.

Já o prefeito da cidade, Antônio Siqueira, desejou êxito ao encontro. “A Igreja, como todos sabemos, inspira respeito, confiança e credibilidade da opinião pública brasileira. Que possam surgir reflexões para guiar os passos da comunidade cristã”, expressou.

Ao final, dom Damasceno declarou aberta a Assembleia e os bispos deram início às atividades. No primeiro dia foram apresentados o relatório das atividades da Presidência e reflexões sobre as análises de conjuntura social e eclesial.

Acompanhe a cobertura da 52ª AG nas redes sociais:
www.facebook.com/cnbbnacional

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Papa Francisco: homilia em Aparecida

Homilia do papa Francisco na Missa em Aparecida (SP), dia 24 de julho de 2013


Venerados irmãos no episcopado e no sacerdócio,
Queridos irmãos e irmãs!
Quanta alegria me dá vir à casa da Mãe de cada brasileiro, o Santuário de Nossa Senhora Aparecida. No dia seguinte à minha eleição como Bispo de Roma fui visitar a Basílica de Santa Maria Maior, para confiar a Nossa Senhora o meu ministério de Sucessor de Pedro. Hoje, eu quis vir aqui para suplicar à Maria, nossa Mãe, o bom êxito da Jornada Mundial da Juventude e colocar aos seus pés a vida do povo latino-americano. Queria dizer-lhes, primeiramente, uma coisa. Neste Santuário, seis anos atrás, quando aqui se realizou a V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe, pude dar-me conta pessoalmente de um fato belíssimo: ver como os Bispos – que trabalharam sobre o tema do encontro com Cristo, discipulado e missão – eram animados, acompanhados e, em certo sentido, inspirados pelos milhares de peregrinos que vinham diariamente confiar a sua vida a Nossa Senhora: aquela Conferência foi um grande momento de vida de Igreja. E, de fato, pode-se dizer que o Documento de Aparecida nasceu justamente deste encontro entre os trabalhos dos Pastores e a fé simples dos romeiros, sob a proteção maternal de Maria. A Igreja, quando busca Cristo, bate sempre à casa da Mãe e pede: “Mostrai-nos Jesus”. É de Maria que se aprende o verdadeiro discipulado. E, por isso, a Igreja sai em missão sempre na esteira de Maria.
Assim, de cara à Jornada Mundial da Juventude que me trouxe até o Brasil, também eu venho hoje bater à porta da casa de Maria, que amou e educou Jesus, para que ajude a todos nós, os Pastores do Povo de Deus, aos pais e aos educadores, a transmitir aos nossos jovens os valores que farão deles construtores de um País e de um mundo mais justo, solidário e fraterno. Para tal, gostaria de chamar à atenção para três simples posturas: Conservar a esperança; deixar-se surpreender por Deus; viver na alegria.

1. Conservar a esperança. A segunda leitura da Missa apresenta uma cena dramática: uma mulher – figura de Maria e da Igreja – sendo perseguida por um Dragão – o diabo - que quer lhe devorar o filho. A cena, porém, não é de morte, mas de vida, porque Deus intervém e coloca o filho a salvo (cfr. Ap 12,13a.15-16a). Quantas dificuldades na vida de cada um, no nosso povo, nas nossas comunidades, mas, por maiores que possam parecer, Deus nunca deixa que sejamos submergidos. Frente ao desânimo que poderia aparecer na vida, em quem trabalha na evangelização ou em quem se esforça por viver a fé como pai e mãe de família, quero dizer com força: Tenham sempre no coração esta certeza! Deus caminha a seu lado, nunca lhes deixa desamparados! Nunca percamos a esperança! Nunca deixemos que ela se apague nos nossos corações! O “dragão”, o mal, faz-se presente na nossa história, mas ele não é o mais forte. Deus é o mais forte, e Deus é a nossa esperança! É verdade que hoje, mais ou menos todas as pessoas, e também os nossos jovens, experimentam o fascínio de tantos ídolos que se colocam no lugar de Deus e parecem dar esperança: o dinheiro, o poder, o sucesso, o prazer. Frequentemente, uma sensação de solidão e de vazio entra no coração de muitos e conduz à busca de compensações, destes ídolos passageiros. Queridos irmãos e irmãs, sejamos luzeiros de esperança! Tenhamos uma visão positiva sobre a realidade. Encorajemos a generosidade que caracteriza os jovens, acompanhando-lhes no processo de se tornarem protagonistas da construção de um mundo melhor: eles são um motor potente para a Igreja e para a sociedade. Eles não precisam só de coisas, precisam sobretudo que lhes sejam propostos aqueles valores imateriais que são o coração espiritual de um povo, a memória de um povo. Neste Santuário, que faz parte da memória do Brasil, podemos quase que apalpá-los: espiritualidade, generosidade, solidariedade, perseverança, fraternidade, alegria; trata-se de valores que encontram a sua raiz mais profunda na fé cristã.

2. A segunda postura: Deixar-se surpreender por Deus. Quem é homem e mulher de esperança – a grande esperança que a fé nos dá – sabe que, mesmo em meio às dificuldades, Deus atua e nos surpreende. A história deste Santuário serve de exemplo: três pescadores, depois de um dia sem conseguir apanhar peixes, nas águas do Rio Parnaíba, encontram algo inesperado: uma imagem de Nossa Senhora da Conceição. Quem poderia imaginar que o lugar de uma pesca infrutífera, tornar-se-ia o lugar onde todos os brasileiros podem se sentir filhos de uma mesma Mãe? Deus sempre surpreende, como o vinho novo, no Evangelho que ouvimos. Deus sempre nos reserva o melhor. Mas pede que nos deixemos surpreender pelo seu amor, que acolhamos as suas surpresas. Confiemos em Deus! Longe d’Ele, o vinho da alegria, o vinho da esperança, se esgota. Se nos aproximamos d’Ele, se permanecemos com Ele, aquilo que parece água fria, aquilo que é dificuldade, aquilo que é pecado, se transforma em vinho novo de amizade com Ele.

3. A terceira postura: Viver na alegria. Queridos amigos, se caminhamos na esperança, deixando-nos surpreender pelo vinho novo que Jesus nos oferece, há alegria no nosso coração e não podemos deixar de ser testemunhas dessa alegria. O cristão é alegre, nunca está triste. Deus nos acompanha. Temos uma Mãe que sempre intercede pela vida dos seus filhos, por nós, como a rainha Ester na primeira leitura (cf. Est 5, 3). Jesus nos mostrou que a face de Deus é a de um Pai que nos ama. O pecado e a morte foram derrotados. O cristão não pode ser pessimista! Não pode ter uma cara de quem parece num constante estado de luto. Se estivermos verdadeiramente enamorados de Cristo e sentirmos o quanto Ele nos ama, o nosso coração se “incendiará” de tal alegria que contagiará quem estiver ao nosso lado. Como dizia Bento XVI: «O discípulo sabe que sem Cristo não há luz, não há esperança, não há amor, não há futuro” (Discurso inaugural da Conferência de Aparecida [13 de maio de 2007]: Insegnamenti III/1 [2007], 861).
Queridos amigos, viemos bater à porta da casa de Maria. Ela abriu-nos, fez-nos entrar e nos aponta o seu Filho. Agora Ela nos pede: «Fazei o que Ele vos disser» (Jo 2,5). Sim, Mãe nossa, nos comprometemos a fazer o que Jesus nos disser! E o faremos com esperança, confiantes nas surpresas de Deus e cheios de alegria. Assim seja.

Fonte: news.va

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Nossa Senhora Aparecida para o Papa

Papa Francisco ganhará uma imagem de Nossa Senhora Aparecida durante sua visita à Jornada Mundial da Juventude, a partir do dia 23 de julho. O presente lhe será entregue no Santuário de Aparecida (SP), mas a imagem virá do Sul de Minas, esculpida por um santeiro de Campanha (MG).

Paulo Henrique Ferreira Pinto, mais conhecido como Sodêm, é escultor há mais de 40 anos. Suas mãos dão dimensão e volume a pedaços de madeira e seu talento cria símbolos da fé dos católicos.

Para formar linhas suaves e delicadas que detalham as formas da imagem, e finalizar a peça, Paulo Henrique usa o que é possível, e até o improvável. "Eu improviso algumas ferramentas com o guarda-chuva, para fazer alguns detalhes", explica.
Assim surgem anjos barrocos, São Judas Tadeu e Jesus Cristo. Mas o forte do artista são as imagens de Nossa Senhora Aparecida, a santa de devoção. 

Muitas das imagens feitas por Paulo Henrique vão direto para o centro religioso do Brasil, Aparecida, no interior de São Paulo.

Em meio a tantas encomendas feitas pelo bispo auxiliar de Aparecida, Dom Darci Nicioli, ele recebeu há dois meses um pedido especial, que Paulo Henrique nem imaginava qual: "Ele falou que era um pedido especial, que não era pra ficar nervoso", lembra.

A imagem que está em Aparecida é semelhante a que será entregue ao Papa. Também de cedro e com 40 centímetros, ela demorou dois dias para ser feita e os detalhes são os mesmos, tanto nas mãos, quanto no rosto e os anjos aos pés da santa.

Após a encomenda especial, os pedidos para o escultor multiplicaram. "Todo mundo quer a imagem do Papa", conta. E mesmo antes do Papa receber o presente, a gratidão já pode ser vista nos olhos marejados do mineiro, que usa o dom para multiplicar a fé na padroeira do Brasil.

O Papa Francisco visitará o Santuário de Aparecida no dia 24 de julho para a celebração de uma missa na Basílica. Ele chega ao país no dia 22 e fica até 28 de julho, último dia da Jornada Mundial da Juventude.

www. news.va

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